CASAL DO #SAL VISITA RGYC

Publicado por Mirela Pinho
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Com 22 mil inscritos, o maior canal de náutica do Brasil o hashtag Sal (#SAL), pelo youtube, possui 170 mil views por mês e um milhão e meio de minutos assistidos por pessoas que amam Vela.  O editor e idealizador do canal hashtagsal (#SAL), Adriano Plotzki Dutra e sua esposa, Aline Sena, passaram a semana de 11 a 18 de março no Rio Grande Yacht Club (RGYC). Na oportunidade apresentaram como são feitos os vídeos do canal aos velejadores da região, aproveitaram para preparar algumas surpresas que vão ao ar em breve e conversaram um pouco com a comunicação do RGYC.

 

O #SAL é uma web série que conta a história de pessoas interessantes que vivenciam o prazer de estar no mar . O programa não ensina a velejar, mas, instiga o desejo pelo esporte e inspira as pessoas a se aproximar desse mundo tão admirado. Também tem por finalidade aumentar a cultura náutica. Os episódios, não seqüenciais, trazem de forma descontraída a vivência e a experiência daqueles que amam sentir o cheiro do mar e a brisa no rosto todos os dias.

 

De acordo com o velejador, Adriano Plotzki Dutra, para a náutica ser maior no Brasil precisamos criar histórias, mostrar o que a gente sente, enfim apresentar esse universo capaz de transformar qualquer ser humano para aqueles que não tem contato com isso.

 

#SAL50 EPISÓDIOS

 

O hashtag Sal possui 50 episódios, mas contando com todas as gravações de dicas sobre náutica, entre outras, esse número pode chegar a 120. Todos com tempo médio de 25 minutos. A cada dia de gravação o casal leva de quatro a cinco dias para realizar a edição, sem hora para começar e terminar. “Viver de um canal no youtube especialmente de náutica não é fácil. Conseguimos porque trabalhamos com vídeo a vida inteira. Temos experiência com publicidade, tínhamos uma produtora de vídeos e cinema. Trabalhávamos em divulgações para o país inteiro. Hoje, unimos o útil ao agradável.” explica Adriano.

 

Ainda de acordo com Plotzki, o canal proporciona mais estabilidade financeira ao casal. “Estamos mais estáveis do que quando tínhamos a produtora. No ‘apoia-se’ temos cerca de 380 pessoas que nos ajudam e que acreditam no nosso trabalho.  Não postar um vídeo dói é um compromisso ” ressalta. Adriano ainda afirma que  é muito diferente viver de um canal do youtube mas, ao mesmo tempo, viver de produtora em São Paulo, onde existe muita concorrência, é algo comum.

 

 

VIDA ANTES E DURANTE A VELA

 

O casal que se conheceu no SBT, ela editora e ele sonoplasta, teve uma produtora de vídeo corporativo por quinze anos. Tinham funcionários e três salas comerciais no centro de São Paulo. As salas situadas no 26º andar, com janelas panorâmicas de vidro e uma paisagem do ‘mar’ de prédios da capital paulista mostram a realidade oposta da que o casal encontra hoje vivendo e trabalhando em um veleiro em contato direto com a natureza.

 

A produtora de Adriano e Aline fez, em torno de treze vídeos, para a General Motors(GM) com lançamentos de carros, entre outros trabalhos nacionais. Mas a vida corrida na capital paulista foi aos poucos perdendo o brilho. De acordo com Aline, o casal tinha muito orgulho de tudo que conquistaram e até onde chegaram com a produtora. Mas as coisas foram mudando, a concorrência, o estilo de trabalho. ” Aquilo que investimos tanto e que acreditamos tanto findou.Nós nos sentíamos seguros por ter aquelas salas, pelos funcionários trabalhando em projetos nossos. Mas chegou o momento que vimos o ciclo chegar ao fim com muita gente respeitando o nosso trabalho” explica.

 

Já Plotzki fala daquela vida como algo distante. “Era tanta disputa entre as produtoras, tanta gente querendo ficar na parte segura que isso foi perdendo o brilho. Ganhávamos concorrências e quando chegávamos para executar o trabalho éramos informados que não existia mais a verba destinada aquele serviço.” afirma.

 

O casal explica que atualmente vive com muito pouco, mas com total qualidade de vida. ” Quando precisamos adquirir algo fazemos passeios com o barco. O canal e o ‘Apoia-se’ auxiliam com os custos e outras vezes empresas também patrocinam alguns episódios.

 

SEGURANÇA NO BARCO

 

A Aline demorou um pouco mais o despertar da vida náutica. Enquanto Plotzki saia para velejar e curtir o barco, a esposa estava mais interessada nos passeios, durante o dia, as praias e as delicias que eram proporcionadas a cada saída com o veleiro. A noite, enquanto Adriano continuava velejando, a esposa dormia em pousadas próximas.

 

A primeira noite que Aline conseguiu dormir no barco e se sentir em casa foi depois de um susto. “Morávamos em um condomínio fechado de casas em São Paulo e era onde eu me sentia muito segura devido todo o sistema de monitoramento do local. Mas até que chegou um dia em que o condomínio foi invadido. Aquela insegurança e o sofrimento dos meu vizinhos fizeram com que eu fosse direto para o barco onde eu me senti segura. A partir desse dia comecei a dormir no barco e me sinto em paz aqui até hoje” afirma.

 

Faz um ano que o casal mora no barco e o canal hashtag Sal já está há quatro anos fazendo parte da vida dos velejadores brasileiros.

 

 

VOLTAR AO RS

 

Adriano deixou Paraty para buscar o novo lar, o veleiro Balanço, no RGYC. O gaúcho de Bagé diz que depois de estar desde 1999 residindo em São Paulo, para onde foi em busca da carreira musical, retornar para a sua terra, suas origens é uma redescoberta. ” O interessante de todo esse contato por água é conhecer o meu estado de uma outra forma que eu não conhecia e acredito que muito gaúcho não conhece. O contato com as belezas da Lagoa dos Patos e com esse vento forte, que é fundamental para velejar, faz com que eu veja tudo isso como um resgate, uma parte do RS que estou descobrindo” afirma.

 

 

COSTA BRASILEIRA

 

Adriano e Aline vão, sem pressa, para uma aventura cheia de descobertas pela Costa Brasileira. Mas antes passarão pelo clube Veleiros do Sul, em POA, para um bate papo com os navegadores da capital.

 

 

O RGYC deseja bons ventos a esse casal tão querido e deseja que voltem logo.

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