Octobase atraca no RGYC

Publicado por Mirela Pinho
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Com destino a Piriápolis, Uruguai, o Jeanneau Melody 34, construído em 1980, está atracado no Rio Grande Yacht Club (RGYC) desde início de julho. O barco que tem duas voltas ao mundo está sendo conduzido pelo velejador e skipper Fabrício Moro, que o trouxe de Paraty(RJ).

O Octobase tem duas voltas ao mundo. ” A primeira volta foi com o Octobase, um senhor espanhol que tocava baixo de 8 cordas. Octobase completou a volta ao mundo e deixou o veleiro na Espanha.Vendeu ao espanhol Gaspar, antigo proprietário, que também deu outra volta ao mundo. Mas ao completar a segunda volta, na metade do caminho, voltando para a Europa, ele decidiu vir para o Brasil” comenta o velejador. Fabrício ainda completa dizendo que Gaspar fez a costa do Brasil e passou por baixo da América do Sul pelo Estreito de Magalhães com destino a Ilha de Páscoa, Galápagos e atracou no Uruguai.”Quando chegou ao Uruguai, Gaspar vendeu o veleiro para o uruguaio Álvaro, atual comandante”.

De acordo com Fabrício que trabalha como skipper faz 28 anos,o Octobase é um barco forte. ” Esse veleiro é robusto e pesado comparado aos barcos modernos de hoje. Foi fabricado em uma época do auge do petróleo no mundo. Os barcos de 1977 a 1981 que transporto, noto que são fortes, a fibra forte “explica.

Quando questionado pela Comunicação do RGYC se é a primeira vez que o skipper passa pelo o Yacht, Fabrício diz que atracar no RGYC é parada obrigatória. “Ao longo desses anos, de subidas e descidas pelo litoral brasileiro fiz amizades aqui. Adoro essa energia do Yacht. Com esse barco estou a quase dois por aqui, aguardando uma janela de tempo” comenta o skipper que já se sente um rio-grandino.

Fabrício é natural de Guaratuba, litoral do Paraná. Aprendeu a velejar em sua cidade natal. Com 15 anos já transportava barcos, mas somente com 18 anos fez o primeiro transporte profissional. ” Fui morar em Santa Catarina(SC) pois na época era onde a Vela de Oceano tinha mais força no Brasil. Também optei pela mudança pois corro muitas regatas de oceano” afirma o skipper que desistiu da faculdade de arquitetura para se dedicar a Vela.

O RGYC deseja bons ventos a esse amante das águas.

 

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