Parabéns Rio Grande Yacht Club!

Publicado por Mirela Pinho
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O Rio Grande Yacht Club (RGYC) está de aniversário. O clube comemora 84 anos,neste sábado,9. E, durante todo esse tempo, mais de quarenta comodorias já administraram o RGYC deixando, cada uma delas, um pouco de sua história. Mas, o início da trajetória do clube  começou com dezoito velejadores entusiastas.

 

O primeiro comodoro e também fundador do RGYC Alvaro Alberto da S. Cuello  teve a intenção de desenvolver o iatismo na Lagoa dos Patos junto a Theobaldo Hannes em 1934. Proprietários dos barcos “Gaivota” e “Rheingold”,respectivamente,já praticavam passeios pelo estuário da laguna que banha a cidade do Rio Grande. Na época, os velejadores conseguiram atrair a atenção de algumas pessoas que se interessavam pelo esporte a vela, alguns deles iniciados, a maioria não. Assim, dezoito velejadores entusiastas se uniram e fundaram o RGYC, em 9 de junho de 1934. Seus nomes estão imortalizados no bronze, na sede do clube.

 

O RGYC teve a sua primeira sede em um galpão servido por pequeno trapiche de madeira. Era a antiga salga da industria pesqueira de Abel Dourado, com entrada pela Rua General Osório. Nesse local começou a construção de barcos em pequenos estaleiros localizados na orla de navegação.

 

Em fevereiro de 1935,  os iatistas rio-grandinos receberam o primeiro visitante “Camaron”, cutter que zarpava de Buenos Aires, do Yacht Club argentino. Foi com “Camaron” que iniciou-se a longa série de visitas do Brasil e do exterior ao RGYC, fato que continua a se registrar até hoje. Ainda em 1935 foi realizada a primeira regata chamada de “Farroupilha”. Essa aconteceu em 20 de setembro e estava incluída na programação das comemorações do centenário da guerra dos Farrapos, elaborada pela Prefeitura e comunidade.

 

Após alguns meses, o provisório galpão é substituído pela sede de dois pavimentos edificada em madeira na enseada fronteira ao Hospital da Santa Casa. Teve como construtor Theobaldo Hannes que inaugurou-a em dezembro de 1936. As regatas continuavam repercutindo na cidade, como a taça Oswaldo Cruz,de 25 milhas, em fevereiro e março de 1937, com saída e retorno na sede.

 

No ano de 1940, o RGYC teve que retirar-se do espaço onde estava sediado, por uma decisão do governo federal, e somente em 1953, Hannes consegue inaugurar a então sede da Usina. Ele numerou as tabuas, da sede anterior, desmanchou o antigo prédio e reconstruiu no terreno ao lado da usina de energia elétrica da Prefeitura (área da CEEE atual). Nessa sede, o clube passou a contar com marina com borda de concreto para seus barcos. Na sede da Usina são organizadas diversas regatas como a da Semana da Asa, em outubro de 1941.

 

A preocupação com uma sede definitiva começou a ser constante já que dessa vez a Prefeitura solicita ao clube o espaço pois precisava rever o zoneamento da rua Francisco Campello. Assim, depois de alguns anos, o governo do estado através do Departamento de Portos, Rios e Canais (Deprc) faz doação de área definitiva aos clubes náuticos da cidade, localizando-os na região final do canalete da av.Major Carlos Pinto.

 

O local atual onde ao longo do tempo foram sendo construídas as estruturas que hoje desfrutamos foi inaugurado, em fevereiro de 1964, com um baile de carnaval realizado no pavilhão dos barcos, local onde hoje está situado o Yacht Café.

 

E hoje, depois de tantos administradores terem norteado o nosso querido Yacht, só nos resta guardarmos na memória todos os momentos inesquecíveis vivenciados nesse lugar tão acolhedor.  O nosso pôr do sol tem um significado particular para nós .

 

Precisamos agradecer aos 18 velejadores: Alvaro Alberto da S. Cuello, Theobaldo Hannes, Victor Durajsky, Pascal P. Souza, Estevão Plana Martins,Paulo Poock Corrêa, Henrique Bianchini,Olavo Alburquerque, Humberto Rembovsky,Henrique Thiesen,Frank Bartovisky, Vivian Wigg,Carlitos Strauch, José M. da Silva,Nick Hubber,Eugênio Strauch, José J. da Senhora Filho e Fernando Duprat da Silva, que foram os responsáveis pelo o início de tudo. Foram eles que deram o primeiro passo para que hoje pudéssemos ser presenteados com esse espaço mágico, onde podemos desenhar  e viver as nossas histórias.

 

(Texto baseado na pesquisa de Willy Cesar)

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