Uma vida de Windsurf

Publicado por Mirela Pinho
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A experiência do velejador Rômulo Gonçalves Resende com o Windsurf começou em 1983, na Praia do Cassino. O equipamento de Wind e um livro, que ensinava o esporte, foram os companheiros de Rômulo durante o tempo necessário para o velejo seguro. O velejador foi um dos primeiros senão o primeiro a iniciar o Wind em Rio Grande.

 

Rômulo, que hoje é funcionário aposentado do Porto do Rio Grande, explica que na época conheceu o Windsurf pela televisão. “Senti a necessidade de diversificar a atividade física. Como era novidade na época me chamou a atenção. Achei o esporte lindo e contagiante, então resolvi apostar . Sem falar que era muito fácil de carregar e de montar o equipamento” comenta.

 

O velejador depois de iniciar o esporte na Praia decidiu freqüentar o Rio Grande Yacht Club (RGYC), onde é sócio até hoje.”Faz trinta e cinco anos que velejo, sem parar. Velejo no Cassino na temporada de verão e no RGYC durante a primavera, o outono e uma parte do inverno ” Quando chega o frio rigoroso, dou uma parada, mas é só aparecer o sol que já estou na água novamente”.

 

Quando relembra seu início no Wind, Rômulo compara com os dias atuais ” As pranchas eram muito compridas, enormes. Depois o material foi evoluindo” explica. Quando questionado sobre o investimento no equipamento, o esportista comenta que não era tão caro. ” Depois que o Wind tornou-se competitivo, o investimento começou a ser alto”. Rômulo também conta que quando o valor dos equipamentos começou a subir, resolveu fazer as suas próprias pranchas. ” Usava para meu velejo mas também as vendia para o pessoal de Rio Grande, Pelotas, Porto Alegre e para o estado de Santa Catarina, onde as usaram em diversas competições”.

 

Quando questionado pela Comunicação do RGYC sobre o que ainda o faz andar de Wind, Rômulo foi claro “A liberdade. Andar de 35 a 40km/h na água é uma excelente sensação e depois que começa a planar não se faz mais muita força e é só manter o ritmo.Todo o dia que entro na água, fico surpreendido com o que o esporte me proporciona” concluiu.

 

Campeonatos e Experiências;

 

Rômulo desde que se tornou sócio do RGYC levou a flâmula do Clube em todas as competições. ” Participei muito de campeonatos na Classe Master de Wind principalmente nos anos 90. Em 1993, fui campeão gaúcho, em 1994 campeão no Campeonato Brasileiro e 1995 fui vice-campeão no Brasileiro e Sul Americano.

 

O experiente esportista também comentou que a 1º Trans Lagoa de Windsurf foi elaborada por ele e um amigo, o tenente da Corveta Bahiana, Magon. ” Na época eu fazia do Laranjal até o Porto do Rio em 40 minutos. Hoje, faço em 30. O evento foi um maior sucesso na ocasião, cerca de 20 velejadores de Wind vivenciaram a experiência e a Marinha participou efetivamente do momento”.

 

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