VELEIRO ATREVIDA ATRACA AO LADO DO RGYC

Publicado por Mirela Pinho
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Construído em 1923 no galpão da família Herreschoff, em Bristol (EUA), o lendário veleiro Atrevida chegou na sexta-feira(12) em Rio Grande e ficou atracado até a manhã da última terça(16) ao lado do RGYC, no Museu Oceanográfico. O comandante Atila Bohn, junto aos tripulantes do Atrevida estão indo em direção a Punta del Este (Uruguay) para participar da Regata de Clássicos que se iniciará na próxima terça-feira(23).
O comandante pretende chegar a Punta del Este alguns dias antes do campeonato a fim de fazer um treino junto com os tripulantes. O trajeto Rio Grande/Punta del Este é feito em 24 horas, com o Atrevida.
O veleiro participa de regatas de Clássicos no Caribe, Uruguay, Europa e também no Brasil.

MAIS SOBRE O ATREVIDA

O apaixonante veleiro Atrevida é um desenho do Capitão Net Herreshoff (Wizard of Bristol). Sua construção foi realizada no Estaleiro Herreshoff em Bristol-RI (1923) e foi construído para ser um barco de competição durante o dia, day sailer.
Atrevida fez sucesso nas regatas da Nova Inglaterra na década de 20, foi a primeira Schooner com a vela grande Marconi. Em 1946 deixou o Eastern Yacht Club em Marblehead-MA com destino ao Iate Clube do Rio de Janeiro sob comando do então Comodoro Jorge Bhering de Mattos. Um ano depois Jorge o vendeu para Dirceu Fontoura e o barco pertenceu a família Fontoura até o final dos anos 90.
De acordo com comandante, Atila Bohn, na época das grandes escunas o barco foi muito eficiente . Mas depois ficou obsoleto pelo seu tamanho e também porque a tecnologia das embarcações foi modernizando.” O Atrevida recebeu várias reformas. A última foi realizada em 2011 foi para serviços de marcenaria do interior e pintura interna. Mas o grande reparo que a embarcação recebeu foi em 2005. ” A velocidade de velejada do Atrevida sob condições normais, com ventos médios, varia de 8 a 11 nós (até 20 km/h). O Atrevida se comporta, hoje, como um veleiro mais leve, apesar das 90 toneladas” explica.

COMANDANTE ATILA BOHN

O timoneiro da embarcação desde 2008, Atila Bohn, conta que tem uma relação antiga com o RGYC. O gaúcho de Porto Alegre e pertencente ao Veleiros do Sul diz que desde muito pequeno vem a Rio Grande ” Eu ficava ansioso para chegar o verão pois era nessa época meu pai me trazia para velejarmos nesse circuito Rio Grande, Pelotas, São Lourenço” comenta. Bohn ainda lembra dos momentos com a sua turma do Yacht “Tenho muitos amigos daquela época aqui e voltar sempre traz nostalgia.” fala .

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